Uni Escolas Cinema, Projeto de Extensão Cineclubista * Pesquisa e Educação Audiovisual * Cineclubismo em Universidades, Escolas e Comunidades * Produção de Cinema e Vídeos * Mini-cursos, Oficinas e Mostras não competitivas * Fóruns, Congressos e Jornadas de Cinema e de Cineclubes * Estudos Estéticos e Protagonismo Juvenil de Povos Tradicionais Amazônicos * Estudos Antropológicos no Brasil e Europa, com foco na Mobilidade Transnacional e Cidadania.
terça-feira, 14 de abril de 2015
CANCION PARA O MESTRE GALEANO
"OBEDIÊNCIA NÃO PODE SER O DESTINO DA AMÉRICA LATINA
[...] SOMOS BEM MAIS DO QUE SABEMOS QUE SOMOS" Eduardo Galeano
[...] SOMOS BEM MAIS DO QUE SABEMOS QUE SOMOS" Eduardo Galeano
Particularmente só li Veias Abertas da América Latina e aprendi a desaprender alguns dogmas colocados em discursos do poder instituído e isso devo, em grande parte, a este pensador. Já apresentei Galeano em sala de aula e seu pensamento reverbera o senso crítico dos que, por ele, se interessam. Dele, há uma máxima que me impulsiona todos os dias, me faz caminhar e não desistir nunca. Eu que estou longe e perto da minha utopia, essa palavrinha mágica que carrego no peito e me faz valer os sentidos da vida.
Abaixo, a nota que recebi no grupo que pertenço, escrita pelo confrade Luiz Zanin.
13 Abril 2015 | 10:42
Morreu hoje o grande escritor uruguaio Eduardo Galeano, conhecido por seu polêmico livro As Veias Abertas da América Latina. Galeano tinha 74 anos e sofria de um câncer de pulmão. Faleceu em Montevidéu, sua cidade natal.
Morreu hoje o grande escritor uruguaio Eduardo Galeano, conhecido por seu polêmico livro As Veias Abertas da América Latina. Galeano tinha 74 anos e sofria de um câncer de pulmão. Faleceu em Montevidéu, sua cidade natal.
> Galeano foi jornalista e autor prolífico, autor de
vários livros como La Cancion de Nosotros, Dias y Noches de Amor y de Guerra,
Memoria del Fuego, Las Caras y las Mascaras e El Siglo del Viento, entre
outros. Será lembrado, no entanto, por sua obra mais conhecida,
As Veias Abertas da América Latina, misto de ensaio e história sobre a
exploração econômica do continente. Galeano era homem de esquerda e, portanto,
sempre foi combatido por quem entende que a exploração é um dado natural da
vida e os fortes têm sempre razão.
Lembro de quando seu livro foi detonado no Brasil por
críticos “inteligentes”, jovenzinhos sem experiência de vida e ávidos por
agradar o patrão. Tentando jogá-lo no ridículo, desqualificam sem qualquer
fundamento suas análises para as raízes da pobreza e da opressão em nosso
subcontinente. Inútil dizer que os críticos envelheceram, passaram e Veias
Abertas continuou vendendo incontáveis edições e foi traduzido em vinte idiomas
diferentes.
O meu Galeano favorito é o singelo Futebol ao Sol e à
Sombra, aqui editado pela LP&M. É uma coletânea de pequenos ensaios sobre
futebol, escritos em estilo caloroso e de pegada humanística. Galeano era um fã
do futebol bem jogado e, uruguaio, rendia-se à mística da conquista do seu país
em 1950 em pleno Maracanã. O artigo consagrado a Obdulio Varela, capitão da
seleção uruguaia no “Maracanazo”, é uma pequena obra-prima. Galeano escreve
sobre Pelé, Garrincha, Maradona, Zico e tutti quanti. Gostava do artista da
bola e abominava a política montada em torno do jogo, no que fazia muito bem.
Melhor ainda. Escrevia sobre futebol com classe,
inteligência raras e calor humano. Seu estilo é despojado e primoroso. Ninguém
consegue parar de ler. Se você ainda não conhece Galeano, comece por esse
pequeno livro. Conselho de amigo.
Tags: Eduardo Galeano, Futebol, Maracanazo, Obdulio
Varela, Veias Abertas da América Latina
* Da lista de discussão sobre cinema
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CINEMABRASIL-Lista debatendo Tecnica,Linguagem, Mercado do
Cinema Brasileiro
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Galeano construiu uma história da América com sensibilidade
e rigor.
A animação Uma história de amor e fúria se inspira
profundamente na sua obra.
Um mestre imortal. Profundo e acessível. Indignado e
apaixonado.
Faltam mais galeanos em nossos tempos tão coxinhas: uma
esquerda sem rumo, parecida com o que combatia, e uma direita ainda patriarcal,
corrupta e patrimonialista, agora de braços dados com fundamentalismo religioso
e milícias.
Luiz Bolognesi
Enviado do meu iPad
Em 13/04/2015, às 12:19, Solange Souza Lima escreveu:
Muito triste.
Hoje sangram, pelo luto, As Veias da América Latina.
Perdemos um pensador extraordinário, que se dedicou aos
estudos de uma nova ordem econômica.
Adeus a Eduardo Galeano (1940-2015)
sexta-feira, 10 de abril de 2015
CINEASTA MANOEL DE OLIVEIRA * UMA VIDA DEDICADA AO CINEMA
Manoel de Oliveira
* 11 de dezembro de 1908 - 2 de abril de 2015 *
Cineasta com trinta e dois longas-metragens realizados
e um dos pais do neorealismo do cinema mundial
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Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais (de 1940 a 2015)
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Alguns filmes
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cenas de sua despedida
Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais (de 1940 a 2015)
Alguns filmes
cenas de sua despedida
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quinta-feira, 6 de março de 2014
20.000 reais e um curso de cinema em New York como prêmio
Inscreva seu filme de 3 minutos e concorra a 20.000 reais em prêmio e mais um curso de cinema em New York. Veja o link
http://blogs.estadao.com.br/edison-veiga/2014/02/26/para-ganhar-r-20-mil-e-um-curso-de-cinema-em-nova-york/
http://blogs.estadao.com.br/edison-veiga/2014/02/26/para-ganhar-r-20-mil-e-um-curso-de-cinema-em-nova-york/
segunda-feira, 3 de março de 2014
OSCAR 2014 __ BRASILEIRO É HOMENAGEADO ENTRE OS IMORTAIS DO CINEMA
OSCAR 2014
http://cinema.terra.com.br/oscar/oscar-12-anos-de-escravidao-leva-premio-de-melhor-filme,98fe872900e74410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
Lupita Nyong'o ganhou Oscar por seu papel em '12 Anos de Escravidão' Foto: AP
Cate Blanchett, Melhor Atriz. Confira!
http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2014/noticia/2014/03/cate-blanchett-ganha-o-oscar-de-melhor-atriz-por-blue-jasmine.html
Eduardo Coutinho é homenageado no Oscar 2014
veja link
.htmlhttp://cinema.terra.com.br/oscar/cineasta-brasileiro-eduardo-coutinho-e-homenageado-no-oscar,b1cb27a4c1884410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
http://cinema.terra.com.br/oscar/oscar-12-anos-de-escravidao-leva-premio-de-melhor-filme,98fe872900e74410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
Lupita Nyong'o ganhou Oscar por seu papel em '12 Anos de Escravidão' Foto: AP
Cate Blanchett, Melhor Atriz. Confira!
http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2014/noticia/2014/03/cate-blanchett-ganha-o-oscar-de-melhor-atriz-por-blue-jasmine.html
Eduardo Coutinho é homenageado no Oscar 2014
veja link
.htmlhttp://cinema.terra.com.br/oscar/cineasta-brasileiro-eduardo-coutinho-e-homenageado-no-oscar,b1cb27a4c1884410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
VIOLÊNCIA TAMBÉM SE APRENDE E SE MULTIPLICA
VIOLÊNCIA __ A CEREJA DO BOLO DA GRANDE MÍDIA
TAMBÉM SE APRENDE!
Sem interesse por livros, o jovem, a criança, e até mesmo o adulto, ligam a TV. É violência pra cá, é violência pra lá, um reality show de crises sociais, de desmandos e de oportunismos. E a sociedade tem que ficar informada, é verdade, mas o preço a pagar é muito alto. Será que o Brasil e o Pará só têm isso pra mostrar nos seus noticiários? "__Banalizou-se a violência!" Disse uma senhora lendo a manchete de um jornal na padaria. Texto, intertexto e contextos são considerados, e não sabemos o que pensar e dizer nesses momentos. E culpamos um sistema, um modelo de gestão, uma maneira de entender como e por que essa violência se multiplica, e a primeira leitura são os veículos de comunicação. É porque também aprendemos com o encanto das imagens dentro de uma telinha. E estamos falando de aprendizagem, e a violência também se aprende.
A relação causal da violência está ligada diretamente na sua mediação que a multiplica e a banaliza, não há como separar o tráfico de drogas e armas que ultrapassa as fronteiras do efeito que este fenômeno exerce sobre os jovens delinquentes na ponta de uma problemática cada vez mais complexa para os profissionais das ciências sociais e políticas. Assim sendo, causa e efeito são conhecidos, somados à corrupção do país; falta então assumir responsabilidades, conhecer os processos de mediação e discuti-los, e tentar aliviar as tensões do dia-a-dia.
Nessa tentativa, a campanha contra a violência chega às escolas paraenses, agora, com o apoio da tímida mídia. E digo, já vem tarde, mas ainda é tempo se levada a sério e ampliada com rigorosas políticas públicas de intervenção nas áreas culturais e esportivas, principalmente nas periferias. E isso todo mundo tá cacareco de saber, menos o poder público. Sou do tempo de cantar o Hino Nacional Brasileiro, de festejar datas comemorativas com responsabilidade e participar de feiras de ciência, fazer campanhas filantrópicas em asilos e hospitais com meus colegas de turma, como ação de cidadania e construção de valores humanos.
O projeto "Escolas de Portas Abertas" não vingou por falta de atitude criadora adequada e, principalmente, falta de valorização de gestores educacionais e professores aos fins de semana como foi prometido à sociedade. Belém está cheia de quadras esportivas vazias, mas sem projetos de inclusão social e de entretenimento, seja nas escolas, como nas ruas de lazer, em conjuntos habitacionais...
Alunos na escola em tempo integral é uma possibilidade remota enquanto não duplicarem o número de salas de aula. Imaginem o aluno que estuda de manhã e amplia sua permanência na escola, sua sala de aula pode ser a mesma, mas a turma da tarde, que antes ocupava aquele mesmo espaço, precisará, certamente, de outra sala de aula ou espaço alternativo e educativo para manter-se no horário integral. Somado aos serviços de infraestrutura, há os de formação e valorização de profissionais entre gestores, técnicos e professores para compor um exército contra o que chamamos de delinquência juvenil, esta que a mídia noticia como manchetes frias e sanguinárias, em "nome da verdade" jornalística.
A prefeitura de Belém começou um torneio há menos de um mês e chama a população para os núcleos de esportes criados em cinco bairros eleitos no centro da cidade e dois mais afastados, como que cumprisse uma agenda do faz de contas, achando que os jovens excluídos se interessarão por um troféu de lata ao invés das petecas e papelotes. Esperar que eles cheguem mais perto dessas ações é tão poético como que acreditasse em contos de fadas. Assim sendo, melhor convocar um esquadrão de super-heróis para resgatar as "crianças" do perigo e da queimação, antes que elas toquem fogo na babilônia tupiniquim papa-chibé. Que seja pela educação e pela cultura __ essas são as trilhas nesse labiríntico pântano de incertezas.
Referindo-nos à segurança pública, ao pensarmos polícia nas ruas, sabemos que esta ação é como um tampão tentando estancar o sangue derramado nas ruas com assassinatos de jovens adolescentes roubados pelo tráfico de drogas e delinquência em geral, como agentes recrutados a alimentar uma outra sociedade na contra ordem dos valores que a escola tenta desesperadamente imprimir a seus jovens estudantes, que se evadem da sala de aula para brigarem nas ruas como gangues. Pior são os que não mais frequentam a escola. Como atingir essa demanda?
Para ilustrar, Belém tem um quarto da população da capital do Iraque e apresenta mais da metade das mortes dos conflitos políticos apresentados naquele país em situação de guerra. Em 2009 foram 1.545 homicídios comparados às 1.169 mortes em Bagdá; agora, mais próximo, em 2013, chegamos ao intervalo de 5 a 14 homicídios por dia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, em 2014 a situação se agrava. Onde vamos chegar?
Arrisco anunciar que as representações sociais apresentadas neste universo delinquente são reproduzidas pela grande imprensa que, ao mesmo tempo que informa a população dos fatos violentos, também promove a formação de novos delinquentes e marginais, como se assistissem um telecurso de técnicas para assaltar bancos e explodir caixas eletrônicos; técnicas de como fazer um refém depois de um assalto e se entregar caso seja frustrado o seu assalto, técnicas de "rapidinhas", de "sapatinhos", seja lá qual for o nome do conteúdo das reportagens na busca do furo e da audiência interessada. Parece que esse público não assiste outra coisa; do contrário, hão haveria ibope para isso comprovar. Formar opiniões e pensadores diferenciados é uma grande responsabilidade. É claro que essa é somente uma fatia do indigesto bolo que temos que degustar todos os dias, confeitado com a cereja da violência urbana.
Sinceramente? Penso que a imprensa poderia priorizar outras pautas mais interessantes. Iniciativas de inclusão social relevantes de muitos educadores, artistas e voluntários, cidadãos do bem com ações virtuosas DENTRO E FORA DA ESCOLA, nas comunidades... todas estão na ordem do dia e na ordem das necessidades, já dizia Freud... Esses sim são exemplos a serem multiplicados e aprendidos pelos nossos jovens que só sabem assistir baixaria na TV. Melhor ainda, que estes profissionais da educação sejam reconhecidos e valorizados em todas as estâncias; de tudo, a prioridade é atribuir mais respeito aos professores, acreditar na educação como ação transformadora NA PRÁTICA e não somente no discurso, como nas teorias freireanas tão citadas na academia.
TAMBÉM SE APRENDE!
por Darcel Andrade
Sem interesse por livros, o jovem, a criança, e até mesmo o adulto, ligam a TV. É violência pra cá, é violência pra lá, um reality show de crises sociais, de desmandos e de oportunismos. E a sociedade tem que ficar informada, é verdade, mas o preço a pagar é muito alto. Será que o Brasil e o Pará só têm isso pra mostrar nos seus noticiários? "__Banalizou-se a violência!" Disse uma senhora lendo a manchete de um jornal na padaria. Texto, intertexto e contextos são considerados, e não sabemos o que pensar e dizer nesses momentos. E culpamos um sistema, um modelo de gestão, uma maneira de entender como e por que essa violência se multiplica, e a primeira leitura são os veículos de comunicação. É porque também aprendemos com o encanto das imagens dentro de uma telinha. E estamos falando de aprendizagem, e a violência também se aprende.
A relação causal da violência está ligada diretamente na sua mediação que a multiplica e a banaliza, não há como separar o tráfico de drogas e armas que ultrapassa as fronteiras do efeito que este fenômeno exerce sobre os jovens delinquentes na ponta de uma problemática cada vez mais complexa para os profissionais das ciências sociais e políticas. Assim sendo, causa e efeito são conhecidos, somados à corrupção do país; falta então assumir responsabilidades, conhecer os processos de mediação e discuti-los, e tentar aliviar as tensões do dia-a-dia.
Nessa tentativa, a campanha contra a violência chega às escolas paraenses, agora, com o apoio da tímida mídia. E digo, já vem tarde, mas ainda é tempo se levada a sério e ampliada com rigorosas políticas públicas de intervenção nas áreas culturais e esportivas, principalmente nas periferias. E isso todo mundo tá cacareco de saber, menos o poder público. Sou do tempo de cantar o Hino Nacional Brasileiro, de festejar datas comemorativas com responsabilidade e participar de feiras de ciência, fazer campanhas filantrópicas em asilos e hospitais com meus colegas de turma, como ação de cidadania e construção de valores humanos.
O projeto "Escolas de Portas Abertas" não vingou por falta de atitude criadora adequada e, principalmente, falta de valorização de gestores educacionais e professores aos fins de semana como foi prometido à sociedade. Belém está cheia de quadras esportivas vazias, mas sem projetos de inclusão social e de entretenimento, seja nas escolas, como nas ruas de lazer, em conjuntos habitacionais...
Alunos na escola em tempo integral é uma possibilidade remota enquanto não duplicarem o número de salas de aula. Imaginem o aluno que estuda de manhã e amplia sua permanência na escola, sua sala de aula pode ser a mesma, mas a turma da tarde, que antes ocupava aquele mesmo espaço, precisará, certamente, de outra sala de aula ou espaço alternativo e educativo para manter-se no horário integral. Somado aos serviços de infraestrutura, há os de formação e valorização de profissionais entre gestores, técnicos e professores para compor um exército contra o que chamamos de delinquência juvenil, esta que a mídia noticia como manchetes frias e sanguinárias, em "nome da verdade" jornalística.
A prefeitura de Belém começou um torneio há menos de um mês e chama a população para os núcleos de esportes criados em cinco bairros eleitos no centro da cidade e dois mais afastados, como que cumprisse uma agenda do faz de contas, achando que os jovens excluídos se interessarão por um troféu de lata ao invés das petecas e papelotes. Esperar que eles cheguem mais perto dessas ações é tão poético como que acreditasse em contos de fadas. Assim sendo, melhor convocar um esquadrão de super-heróis para resgatar as "crianças" do perigo e da queimação, antes que elas toquem fogo na babilônia tupiniquim papa-chibé. Que seja pela educação e pela cultura __ essas são as trilhas nesse labiríntico pântano de incertezas.
Referindo-nos à segurança pública, ao pensarmos polícia nas ruas, sabemos que esta ação é como um tampão tentando estancar o sangue derramado nas ruas com assassinatos de jovens adolescentes roubados pelo tráfico de drogas e delinquência em geral, como agentes recrutados a alimentar uma outra sociedade na contra ordem dos valores que a escola tenta desesperadamente imprimir a seus jovens estudantes, que se evadem da sala de aula para brigarem nas ruas como gangues. Pior são os que não mais frequentam a escola. Como atingir essa demanda?
Para ilustrar, Belém tem um quarto da população da capital do Iraque e apresenta mais da metade das mortes dos conflitos políticos apresentados naquele país em situação de guerra. Em 2009 foram 1.545 homicídios comparados às 1.169 mortes em Bagdá; agora, mais próximo, em 2013, chegamos ao intervalo de 5 a 14 homicídios por dia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, em 2014 a situação se agrava. Onde vamos chegar?
Arrisco anunciar que as representações sociais apresentadas neste universo delinquente são reproduzidas pela grande imprensa que, ao mesmo tempo que informa a população dos fatos violentos, também promove a formação de novos delinquentes e marginais, como se assistissem um telecurso de técnicas para assaltar bancos e explodir caixas eletrônicos; técnicas de como fazer um refém depois de um assalto e se entregar caso seja frustrado o seu assalto, técnicas de "rapidinhas", de "sapatinhos", seja lá qual for o nome do conteúdo das reportagens na busca do furo e da audiência interessada. Parece que esse público não assiste outra coisa; do contrário, hão haveria ibope para isso comprovar. Formar opiniões e pensadores diferenciados é uma grande responsabilidade. É claro que essa é somente uma fatia do indigesto bolo que temos que degustar todos os dias, confeitado com a cereja da violência urbana.
Sinceramente? Penso que a imprensa poderia priorizar outras pautas mais interessantes. Iniciativas de inclusão social relevantes de muitos educadores, artistas e voluntários, cidadãos do bem com ações virtuosas DENTRO E FORA DA ESCOLA, nas comunidades... todas estão na ordem do dia e na ordem das necessidades, já dizia Freud... Esses sim são exemplos a serem multiplicados e aprendidos pelos nossos jovens que só sabem assistir baixaria na TV. Melhor ainda, que estes profissionais da educação sejam reconhecidos e valorizados em todas as estâncias; de tudo, a prioridade é atribuir mais respeito aos professores, acreditar na educação como ação transformadora NA PRÁTICA e não somente no discurso, como nas teorias freireanas tão citadas na academia.
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