Uni Escolas Cinema, Projeto de Extensão Cineclubista * Pesquisa e Educação Audiovisual * Cineclubismo em Universidades, Escolas e Comunidades * Produção de Cinema e Vídeos * Mini-cursos, Oficinas e Mostras não competitivas * Fóruns, Congressos e Jornadas de Cinema e de Cineclubes * Estudos Estéticos e Protagonismo Juvenil de Povos Tradicionais Amazônicos * Estudos Antropológicos no Brasil e Europa, com foco na Mobilidade Transnacional e Cidadania.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
CONSELHO BRASILEIRO DE CINEMA - CBC com vaga aberta para a presidência a partir de 15 de maio de 2013
por Marcos Manhães Marins
Eu sugiro o concurso:
"O(a) presidente que quase acabou com o CBC".
Gustavo Dahl abandonou a presidência do CBC logo no primeiro ano
para assumir o GEDIC - Grupo de Estudos para o Desenvolvimento da
Indústria Cinematográfica, criado por Fernando Henrique Cardoso
logo após a realização do grande encontro do CBC, que mostrou
a que veio, reunindo TODAS as categorias do cinema em POA e
deliberando o envio de um PLANO DIRETOR com 69 pontos. FHC
o convidou, e ele foi. Ok, devia ter ido mesmo. E agora, o CBC,
como seria sem Gustavo?
MAS o CBC não acabou, entrou Assunção Hernandes, produtora de
DEZENAS de lonas, mas de voz suave, diferente de Dahl, e na época
algumas pessoas pensavam que não daria conta, mas deu e superou
as expecativas, tornando-se uma das melhores lideranças do CBC.
Até hoje, pois tem estado CONSELHEIRA em todas as gestões.
Assunção Hernandes foi só o susto inicial, acho que não ganharia
o hipotético "concurso". Na gestão da Assunção, tivemos um quadro
de associados que melhor traduzia o nome da entidade: CONGRESSO.
Tínhamos sindicatos de distribuidores, associação de multiplexes,
todos lá, unidos em busca do melhor cinema para o Brasil. Mas
o fim do mandato transcorreu normalmente. A eleição foi no Ceará.
Aí veio Geraldo Moraes, ex-secretário do audiovisual, cineasta
respeitado, indicado por muitos. Até que caiu no colo dele a
questão da ANCINAv, e ele se viu diante de conceder ou distender.
O CBC, como entidade CONGREGADORA dos diversos setores do cinema
e do audiovisual deveria se ABSTER, APOIAR OU ATACAR A ANCINAV?
Muitos discordaram, mas Geraldo estava firme e apoiou o projeto
do governo, e vimos sair do CBC algumas entidades (na época,
somente 4 de fato, algumas ficaram no CBC para também se filiaram
ao FAC, uma instituição criada às pressas para atacar a ANCINAv).
A ANCINAv foi derrotada pelos produtores ligados às majors e
às televisões, pelas programadoras de tv, pelas distribuidoras
de filmes para cinema e tv. Daí, todos pensavam ser o fim do CBC.
MAS não foi e ainda na gestão de Geraldo Moraes, começaram a
entrar novas entidades representando categorias empresariais e
profissionais, e mais duas ficaram de sair. Nesta época havia
54 entidades filiadas, caiu para 50, e depois foi subindo para
60 (no último CBC novamente em POA, em 2010 havia 70 filiadas).
E Geraldo passou a bola para Paulo Boccato, produtor jovem, a
entidade se esforçava para novamente CONGREGAR todos os setores,
e até mesmo a televisão para dentro do CBC. Parecia inicialmente
uma boa estratégia até que acendeu um sinal de alerta: o CBC
caminhava para uma gestão digamos "neo-liberal", indo contra os
princípios que nortearam a criação do CBC, visando mais o cinema
de resultados financeiros, as parcerias com o sistema que o CBC
foi criado para mudar. Disse uma vez o próprio Paulo Boccato:
o problema do CBC é que vive uma crise de identidade. Seria o
fim do CBC? Não, as eleições chegaram e a Senhora Édina Fujii,
diretora tesoureira do CBC conseguiu resolver os problemas de
caixa, e uma nova Gestão se iniciou com renovadas esperanças.
A gestão de Paulo Rufino foi um tanto tumultuada, porque ela
coincidiu com a entrada do setor do Cineclubismo no CBC, e
sob a liderança de João Baptista Pimentel, que não aceitava o
nome de Rufino, julgando-o publicamente para falar o mínimo
como "despreparado" para o cargo. Paulo Rufino é um produtor
que tinha ganhado grande prestígio ao conseguir mobilizar um
grande número de produtoras e simpatizantes, inclusive indo
a Brasília, para garantir que as produtoras de audiovisual
ficassem dentro do SIMPLES NACIONAL, pagando menos imposto.
E já fazia parte do CBC havia alguns anos, não tinha chegado
naquele ano, junto com um outro produtor, filho de Geraldo
Moraes, que formaram basicamente a chapa de oposição. Após
uma negociação demorada, comandada pela Assunção Hernandes,
ex-presidente do CBC, ficou acertado que Assunção faria
parte da diretoria, e ela me convidou para CONSELHEIRO do
CBC. Foi na gestão de Rufino que foi criada a TV BRASIL, e
ele teve grande participação nisso, assim como também teve
Pimentel e muitos outros diretores e não-diretores do CBC.
Assim que a TV BRASIL entrou em operação, Paulo Rufino nos
comunicou que estava deixando a presidência antes do prazo
previsto (e aguardadíssimo por Pimentel). Agora o CBC ia
para o brejo, depois desta "escada". MAS NÃO, o vice de
Rufino, Jorge Moreno assumiu com garra e levou o CBC até
a data de eleição, firme no leme. Essa gestão foi de 2007
a 2009.
Rosemberg Cariry assumia a presidência. Com uma dezena de
longas produzidos, Cariry é e era respeitado tanto pelos
excluídos, pelos abdistas, os cineclubistas, os pequenos
cineastas, como pelos grandes, até por Luis Carlos Barreto.
Um poeta, um cineasta do simbolismo, trouxe ar para o CBC.
Um líder, mas que também enfrentou oponentes, em sua
propria terra natal, além das questões complicadas que o
presidente de uma entidade congregadora e constestadora
tem de enfrentar. Mas continuavam as adesões, cada vez
mais entidades de diversas categorias vinha se filiando
ao promissor CBC de então. Cariry assumiu já com um
novo estatuto do CBC, que deixava claro que não era uma
entidade representativa de todo o setor audivisual, e
que o CBC não era "o interlocutor" único, tendo todas
as filiadas total liberdade de tratar com ANCINE, MINC
e com quer que fosse. Se por um lado não era o único,
em seu estatuto não atendia as "exigências do pessoal
do FAC" para que o CBC fosse também apenas um fórum de
discussões. NÃO, O CBC, na gestão anterior, onde fui um
dos Conselheiros, CONTINUAVA A SER INTERLOCUTOR TAMBÉM
e com a força do número das entidades que o integravam.
Continuou sendo uma entidade congregadora de várias
outras entidades filiadas, que podiam e podem recorrer
a uma ajuda mais coletiva. Rosemberg viu entidades como
a ABRACI (que já não era mais Associação nacional de
cineastas, só no nome, visto que várias outras associações
de cineastas, como por exemplo a APCNN (cineastas do
Norte e Nordeste) se organizaram e entraram no CBC),
pedirem desligamento, mas não desanimou. Conduziu com
grande liderança e entusiasmo as lutas e o CBC só cresceu.
MAS não queria mais continuar, não queria nem continuar
na diretoria, no fim de seu mandato, em 14 de Maio de 2011.
NESTA DATA, 14 DE MAIO DE 2011, assumiu a presidência o
cineclubista João Baptista Pimentel, com mandato de 2 anos,
que se extingue exatamente hoje 14 DE MAIO DE 2013. E, se
não circular nenhum comunicado de Pimentel, somos forçados
a supor que a presidência do CBC está vaga.
Pimentel também travou lutas para emplacar algumas conquistas
para o Cinema Brasileiro, e foi o anfitrião de todas as
reuniões do CBC por vários anos, muito antes de ser eleito,
por talvez os últimos 4 anos, sempre no Festival de Atibaia.
Uma das conquistas foi assegurar que o enquadramento das
produtoras no SIMPLES NACIONAL conseguido pelo movimento
feito por Rufino não nos fosse tomado pelo pessoal da Receita
anos mais tarde. E trabalhou arduamente junto com outros
diretores e colaboradores (destaca-se aí a Tereza Trautman)
para que a Lei 12.485 fosse aprovada no congresso nacional.
Entre elas uma ação extrajudicial contra a SKY que tentava
induzir os assinantes dela a se posicionarem contra a nova lei.
É cedo para fazer um balanço de tudo que Pimentel produziu
de resultados para o cinema deste país. Isso certamente ele
fará, inclusive, no dia em que passar o bastão para o próximo
presidente, que lamentavelmente não temos a menor idéia de
quem possa vir a ser.
Portanto, vamos deixar o "concurso"(:-) de lado um pouco e fazer
um APELO, para que quem saiba o que está ocorrendo na diretoria
do CBC (à qual não pertenço desde 2009), escreva na lista ou
pode ser em particular para [...] que eu transmito aqui e
tranquilizo o POVO DO CINEMA.
A bem da verdade, já passou da hora de o CBC soltar uma nota
oficial para todas as entidades filiadas. Há 30 dias era a hora.
Será que está havendo um problema de comunicação? Já fui no
site do CBC e nada. No facebook do CBC e nada. Da lista CBC
das entidades não chega nada sobre isso.
IMPORTANTE:
ANTES DE TERMOS O CBC, só havia o Governo e as entidades civis
em briga às vezes desigual. DEPOIS DO CBC, as entidades foram
mais ouvidas, foram mais convocadas para as reuniões, na
ANCINE, na EBC, em todos os cenários de discussão e deliberação.
COM O CBC, é possível travar uma luta contra alguma ação do
governo que vise prejudicar o povo do cinema, contra alguma ação
de empresas (como foi o caso das ações que o CBC moveu contra
a ABPTA e contra a SKY quando quiseram derrubar a Lei 12.485).
Ações ganhas, porque os anúncios estapafúrdios saíram do ar!
O volume de adesões de entidades filiadas demonstra uma união
cada vez mais crescente e forte, todos dispostos a lutar juntos.
MAS QUEM VAI PRESIDIR O CBC DE 2013 A 2015?
Temos de fato poucos cineastas ou produtores dispostos à Luta
por um Cinema Brasileiro Mais forte e Mais unido. Assumir um
cargo, mesmo que não seja cargo público, demanda um trabalho
quase sacerdotal de horas e horas, uma militância que poucos
tem disposição de enfrentar. Só uma pessoa nobre de espírito
aceitaria a MISSÃO nestes 2 anos. Vamos aguardar as notícias.
Ou por outra, vamos começar a pensar nomes que se afinem com
os objetivos estatutários do CBC. A princípio são os mesmos
que pensei para ocupar a diretoria da ANCINE, um fica lá e
outro no comando do CBC. Mas pode ser outros também. Tereza
Trautman aceitaria a missão? Que nomes mais vocês sugerem?
O CBC é forte, garoto saudável de 13 anos. Não morre tão cedo.
E queremos o CBC como sempre foi, marcando posições.
Forte Abraço, vida longa ao CBC!!!
Marcos Manhães Marins
CINEMABRASIL.org.br
Um dos 23 fundadores da entidade CBC em 2000
Conselheiro do CBC na gestão 2007-2009.
Eu sugiro o concurso:
"O(a) presidente que quase acabou com o CBC".
Gustavo Dahl abandonou a presidência do CBC logo no primeiro ano
para assumir o GEDIC - Grupo de Estudos para o Desenvolvimento da
Indústria Cinematográfica, criado por Fernando Henrique Cardoso
logo após a realização do grande encontro do CBC, que mostrou
a que veio, reunindo TODAS as categorias do cinema em POA e
deliberando o envio de um PLANO DIRETOR com 69 pontos. FHC
o convidou, e ele foi. Ok, devia ter ido mesmo. E agora, o CBC,
como seria sem Gustavo?
MAS o CBC não acabou, entrou Assunção Hernandes, produtora de
DEZENAS de lonas, mas de voz suave, diferente de Dahl, e na época
algumas pessoas pensavam que não daria conta, mas deu e superou
as expecativas, tornando-se uma das melhores lideranças do CBC.
Até hoje, pois tem estado CONSELHEIRA em todas as gestões.
Assunção Hernandes foi só o susto inicial, acho que não ganharia
o hipotético "concurso". Na gestão da Assunção, tivemos um quadro
de associados que melhor traduzia o nome da entidade: CONGRESSO.
Tínhamos sindicatos de distribuidores, associação de multiplexes,
todos lá, unidos em busca do melhor cinema para o Brasil. Mas
o fim do mandato transcorreu normalmente. A eleição foi no Ceará.
Aí veio Geraldo Moraes, ex-secretário do audiovisual, cineasta
respeitado, indicado por muitos. Até que caiu no colo dele a
questão da ANCINAv, e ele se viu diante de conceder ou distender.
O CBC, como entidade CONGREGADORA dos diversos setores do cinema
e do audiovisual deveria se ABSTER, APOIAR OU ATACAR A ANCINAV?
Muitos discordaram, mas Geraldo estava firme e apoiou o projeto
do governo, e vimos sair do CBC algumas entidades (na época,
somente 4 de fato, algumas ficaram no CBC para também se filiaram
ao FAC, uma instituição criada às pressas para atacar a ANCINAv).
A ANCINAv foi derrotada pelos produtores ligados às majors e
às televisões, pelas programadoras de tv, pelas distribuidoras
de filmes para cinema e tv. Daí, todos pensavam ser o fim do CBC.
MAS não foi e ainda na gestão de Geraldo Moraes, começaram a
entrar novas entidades representando categorias empresariais e
profissionais, e mais duas ficaram de sair. Nesta época havia
54 entidades filiadas, caiu para 50, e depois foi subindo para
60 (no último CBC novamente em POA, em 2010 havia 70 filiadas).
E Geraldo passou a bola para Paulo Boccato, produtor jovem, a
entidade se esforçava para novamente CONGREGAR todos os setores,
e até mesmo a televisão para dentro do CBC. Parecia inicialmente
uma boa estratégia até que acendeu um sinal de alerta: o CBC
caminhava para uma gestão digamos "neo-liberal", indo contra os
princípios que nortearam a criação do CBC, visando mais o cinema
de resultados financeiros, as parcerias com o sistema que o CBC
foi criado para mudar. Disse uma vez o próprio Paulo Boccato:
o problema do CBC é que vive uma crise de identidade. Seria o
fim do CBC? Não, as eleições chegaram e a Senhora Édina Fujii,
diretora tesoureira do CBC conseguiu resolver os problemas de
caixa, e uma nova Gestão se iniciou com renovadas esperanças.
A gestão de Paulo Rufino foi um tanto tumultuada, porque ela
coincidiu com a entrada do setor do Cineclubismo no CBC, e
sob a liderança de João Baptista Pimentel, que não aceitava o
nome de Rufino, julgando-o publicamente para falar o mínimo
como "despreparado" para o cargo. Paulo Rufino é um produtor
que tinha ganhado grande prestígio ao conseguir mobilizar um
grande número de produtoras e simpatizantes, inclusive indo
a Brasília, para garantir que as produtoras de audiovisual
ficassem dentro do SIMPLES NACIONAL, pagando menos imposto.
E já fazia parte do CBC havia alguns anos, não tinha chegado
naquele ano, junto com um outro produtor, filho de Geraldo
Moraes, que formaram basicamente a chapa de oposição. Após
uma negociação demorada, comandada pela Assunção Hernandes,
ex-presidente do CBC, ficou acertado que Assunção faria
parte da diretoria, e ela me convidou para CONSELHEIRO do
CBC. Foi na gestão de Rufino que foi criada a TV BRASIL, e
ele teve grande participação nisso, assim como também teve
Pimentel e muitos outros diretores e não-diretores do CBC.
Assim que a TV BRASIL entrou em operação, Paulo Rufino nos
comunicou que estava deixando a presidência antes do prazo
previsto (e aguardadíssimo por Pimentel). Agora o CBC ia
para o brejo, depois desta "escada". MAS NÃO, o vice de
Rufino, Jorge Moreno assumiu com garra e levou o CBC até
a data de eleição, firme no leme. Essa gestão foi de 2007
a 2009.
Rosemberg Cariry assumia a presidência. Com uma dezena de
longas produzidos, Cariry é e era respeitado tanto pelos
excluídos, pelos abdistas, os cineclubistas, os pequenos
cineastas, como pelos grandes, até por Luis Carlos Barreto.
Um poeta, um cineasta do simbolismo, trouxe ar para o CBC.
Um líder, mas que também enfrentou oponentes, em sua
propria terra natal, além das questões complicadas que o
presidente de uma entidade congregadora e constestadora
tem de enfrentar. Mas continuavam as adesões, cada vez
mais entidades de diversas categorias vinha se filiando
ao promissor CBC de então. Cariry assumiu já com um
novo estatuto do CBC, que deixava claro que não era uma
entidade representativa de todo o setor audivisual, e
que o CBC não era "o interlocutor" único, tendo todas
as filiadas total liberdade de tratar com ANCINE, MINC
e com quer que fosse. Se por um lado não era o único,
em seu estatuto não atendia as "exigências do pessoal
do FAC" para que o CBC fosse também apenas um fórum de
discussões. NÃO, O CBC, na gestão anterior, onde fui um
dos Conselheiros, CONTINUAVA A SER INTERLOCUTOR TAMBÉM
e com a força do número das entidades que o integravam.
Continuou sendo uma entidade congregadora de várias
outras entidades filiadas, que podiam e podem recorrer
a uma ajuda mais coletiva. Rosemberg viu entidades como
a ABRACI (que já não era mais Associação nacional de
cineastas, só no nome, visto que várias outras associações
de cineastas, como por exemplo a APCNN (cineastas do
Norte e Nordeste) se organizaram e entraram no CBC),
pedirem desligamento, mas não desanimou. Conduziu com
grande liderança e entusiasmo as lutas e o CBC só cresceu.
MAS não queria mais continuar, não queria nem continuar
na diretoria, no fim de seu mandato, em 14 de Maio de 2011.
NESTA DATA, 14 DE MAIO DE 2011, assumiu a presidência o
cineclubista João Baptista Pimentel, com mandato de 2 anos,
que se extingue exatamente hoje 14 DE MAIO DE 2013. E, se
não circular nenhum comunicado de Pimentel, somos forçados
a supor que a presidência do CBC está vaga.
Pimentel também travou lutas para emplacar algumas conquistas
para o Cinema Brasileiro, e foi o anfitrião de todas as
reuniões do CBC por vários anos, muito antes de ser eleito,
por talvez os últimos 4 anos, sempre no Festival de Atibaia.
Uma das conquistas foi assegurar que o enquadramento das
produtoras no SIMPLES NACIONAL conseguido pelo movimento
feito por Rufino não nos fosse tomado pelo pessoal da Receita
anos mais tarde. E trabalhou arduamente junto com outros
diretores e colaboradores (destaca-se aí a Tereza Trautman)
para que a Lei 12.485 fosse aprovada no congresso nacional.
Entre elas uma ação extrajudicial contra a SKY que tentava
induzir os assinantes dela a se posicionarem contra a nova lei.
É cedo para fazer um balanço de tudo que Pimentel produziu
de resultados para o cinema deste país. Isso certamente ele
fará, inclusive, no dia em que passar o bastão para o próximo
presidente, que lamentavelmente não temos a menor idéia de
quem possa vir a ser.
Portanto, vamos deixar o "concurso"(:-) de lado um pouco e fazer
um APELO, para que quem saiba o que está ocorrendo na diretoria
do CBC (à qual não pertenço desde 2009), escreva na lista ou
pode ser em particular para [...] que eu transmito aqui e
tranquilizo o POVO DO CINEMA.
A bem da verdade, já passou da hora de o CBC soltar uma nota
oficial para todas as entidades filiadas. Há 30 dias era a hora.
Será que está havendo um problema de comunicação? Já fui no
site do CBC e nada. No facebook do CBC e nada. Da lista CBC
das entidades não chega nada sobre isso.
IMPORTANTE:
ANTES DE TERMOS O CBC, só havia o Governo e as entidades civis
em briga às vezes desigual. DEPOIS DO CBC, as entidades foram
mais ouvidas, foram mais convocadas para as reuniões, na
ANCINE, na EBC, em todos os cenários de discussão e deliberação.
COM O CBC, é possível travar uma luta contra alguma ação do
governo que vise prejudicar o povo do cinema, contra alguma ação
de empresas (como foi o caso das ações que o CBC moveu contra
a ABPTA e contra a SKY quando quiseram derrubar a Lei 12.485).
Ações ganhas, porque os anúncios estapafúrdios saíram do ar!
O volume de adesões de entidades filiadas demonstra uma união
cada vez mais crescente e forte, todos dispostos a lutar juntos.
MAS QUEM VAI PRESIDIR O CBC DE 2013 A 2015?
Temos de fato poucos cineastas ou produtores dispostos à Luta
por um Cinema Brasileiro Mais forte e Mais unido. Assumir um
cargo, mesmo que não seja cargo público, demanda um trabalho
quase sacerdotal de horas e horas, uma militância que poucos
tem disposição de enfrentar. Só uma pessoa nobre de espírito
aceitaria a MISSÃO nestes 2 anos. Vamos aguardar as notícias.
Ou por outra, vamos começar a pensar nomes que se afinem com
os objetivos estatutários do CBC. A princípio são os mesmos
que pensei para ocupar a diretoria da ANCINE, um fica lá e
outro no comando do CBC. Mas pode ser outros também. Tereza
Trautman aceitaria a missão? Que nomes mais vocês sugerem?
O CBC é forte, garoto saudável de 13 anos. Não morre tão cedo.
E queremos o CBC como sempre foi, marcando posições.
Forte Abraço, vida longa ao CBC!!!
Marcos Manhães Marins
CINEMABRASIL.org.br
Um dos 23 fundadores da entidade CBC em 2000
Conselheiro do CBC na gestão 2007-2009.
sábado, 11 de maio de 2013
A VEDAÇÃO A verdadeira história de uma família que desafia uma nação
por Darcel Andrade
Racismo institucionalizado, cultura em processo de extinção e resistência identitária são alguns conteúdos marcados no filme 'A Vedação',
do diretor Phillip Noyce
A disciplina é 'Desigualdades e Cidadania' e os conteúdos passam pelas questões da pobreza, conflitos étnicos e afirmação de identidades dos povos. Passamos pelo México (S. Frias: 2013), depois os Estados Unidos da América; seguimos para os povos da África com algumas inserções na Europa, e chegamos no continente australiano com os Aborígenes, um povo que ainda luta pela afirmação de sua cultura e identidade.
![]() |
| Filme A Vedação, apresentado na disciplina Desigualdade e Cidadania, ministrada pela Profª Drª Susana Garcia no Curso de Doutoramento em Antropologia da Universidade Técnica de Lisboa |
Como estudante de antropologia do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa e apaixonado pelo "cinema que nos faz pensar", trago à tona uma recorrente situação que muito tem preocupado pesquisadores e cidadãos sobre as questões do racismo, apresentadas no filme A Vedação, do diretor Phillip Noyce, baeado na história real da aborígene Molly e sua irmã Dayse, mais a prima Grace. Aqui não há espaço para a apologias da cor, nem tão pouco abro espaço para a palavra 'raça', porque ela não existe como categoria antropológica, embora seja compreendida e atribuída às pessoas, no senso comum, como definição dessa ou daquela 'raça'.
A sessão era exclusiva, somente para nós alunos do doutoramento sentados em uma enorme e confortável sala de projeção; lamentei a ausência de uma platéia lotada para depois discutirmos as abordagens da película de 90 minutos. E me lembrei do 'A Cor púrpura', do 'Tomates verdes e fritos' e tantos outros filmes que valeram como escola e público crítico. E agora A Vedação assistido com outro olhar, com outro foco, porque agora há um planejamento sistemático pra cumprir um programa, ao mesmo tempo que 'obriga' a criar conteúdos, liberta-me da obrigação de ser apenas um público contemplador. Valho-me da palavra contemplação neste pequeno texto para reportar-me a ela novamente em sentido mais amplo, quando apenas contemplamos as problemáticas de nossos semelhantes seres humanos, a raça humana, inigualável, e nada fazemos para ajudá-los.
As nações fecham-se em fronteiras, com enormes e gigantescas 'vedações' para não deixar entrar as ameaças que vem do território do vizinho ao lado, de quem está de fora [a culpa sempre é do outro], ao mesmo tempo não deixar fugir 'os coelhos' que somos, presos às leis que nos limita a liberdade de ser, de ir e vir, sem tempo e nem data, parindo e procriando todos os dias, promovendo, em muitas vezes, explosão demográfica e suas consequências sem planejamento urbano, o caos na população sem competências para se autodisciplinar e viver sem conflitos, sem desconfiança, uma utopia na busca de uma distopia foucoultiana.
E como se não bastasse, o exercício de domínio dos latifúndios nacionalistas em tempos de guerras, pra não dizer nações invasoras, como demosntração de poder, roubam a 'galinha do vizinho' e põem a culpa na raposa para eximírem-se da responsabilidade ética e étnica de suas ações xenofóbicas do espelho, e se fazem 'superiores' porque chegaram na frente na [in]diferente corrida às novas formas de costumes e novas tecnologias; esqueceram que outras formas de civilização que não estão 'nem aí' pra toda essa dita modernidade, e são tratadas como 'menores', com valores menores, tudo a menor, como fato recortado no filme 'A Vedação'.
A mente dominadora do homem dominador não consegue pensar como a mente de quem é dominado ou se deixa dominar, mas também não alcança a dimensão de sua fragilidade de pensar o quão é pequena e restrita quando se trata de valores e direitos humanos; o seu macro universo, ainda que vazio, é rígido, comparado a um grande quadrado de ferro onde ela mesma [a mente dominadora] não consegue libertar-se de seu próprio domínio, prefere oxidar mergulhada na sua soberba e vaidade, na sua realeza, ainda que não tenha. No filme, a recusa de Molley em ser moldada pela 'elite dominante' é um exemplo de 'ácido sulfúrico' a ser jogado nessa estrutura oxidante de quem pensa ser 'superior'.
Historicamente, a humanidade nos reporta às monarquias e czarismos com seus regimes de conquista e domínio, e nessa trajetória, muitos povos foram dizimados, massacrados e, aos que restaram, dominados. Entre tantos, os aborígenes na Austrália, habitantes primitivos do continente Australiano, com resquícios no Canadá, com risco de extinção, sofreram ações de extermínio por décadas. Reportando-me ao filme, o que se sabe, desde 1886 as mulheres aborígenes eram subtraídas à força de seus grupos para não procriarem com seus pares semelhantes, não amarem, e isoladas em colônias religiosas, [des]"educadas" na cultura branca dominante e entregues às famílias como escravas domésticas, uma tentativa de embranquecimento da população. Uma espécie de laboratório com projeto financiado pelo governo. A história é real e é contada na voz da protagonista, já idosa.
Doris Pilkington resgistrou a história de vida da Aborígene Molley em livro, que se transformou em roteiro por Cristine Olsen, agora o filme que vos apresento. A direção é impecável e não é à toa que o dretor arrancou prêmios dos principais festivais de cinema do mundo como "Melhor Realizador".
Sobre o filme, durante a assistência, é difícil deixar de prestar a atenção na técnica de linguagem e narrativa, na fotografia com seus deslizes de 'halo' [raios de sol na lente], mas com brilhantes planos zenitais, dois, e de afastamento, demonstrando por vários momentos a solidão das perssonagens em meio aos seus desertos.
Sobre as personagens das meninas, vejo a mão do talentoso diretor nos ensaios das pequenas atrizes, talvez iniciantes, que souberam convencer a platéia na realidade dramática de suas histórias. Um filme terno e dramático que surpreende do início ao fim com poucos recursos cênicos. Eu disse poucos, porém muito ricos!
terça-feira, 7 de maio de 2013
'GÊNIO INDOMÁVEL' É TEMA NO SIMPÓSIO DE MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
Universidade, Escolas e Comunidades se aproximam em mais uma sessão do Cineclube Pacamão, espaço criado pelo Projeto de Extensão Acadêmica da UEPA Campus Vigia para promoção da Educação Audiovisual e suas implicações socioeducacionais e culturais.
Educadores e educandos da Universidade do Estado do Pará e Escolas Públicas, juntos com as Comunidades da cidade de Vigia de Nazaré se mobilizam para assistirem ao filme Gênio Indomável, dirigido por Gus Van Sant, lançado em 1997, com os conhecidos atores Robin Williams e Matt Damon.
Muito bem escolhido pela equipe do Cine Pacamão, o filme traz à borla grandes temas que provocam discussões acadêmicas e em rodas de conversas, como a genialidade de um jovem e sua capacidade de operá-la [a genialidade] no cotidiano da vida. Traz o filme também a clareza de separar genialidade de conhecimento, bem como as possíveis intervenções de orientação na descoberta de grandes pensadores em busca de oportunidades.
Não somente a matemática é alvo deste filme, mas sua abrangência no campo da cognição e percepção do ser aprendiz, quando gênio descoberto, muitas vezes não sabe lidar com suas próprias emoções, e outros fatores entram a reboque como a psicanalise e estudos correlatos.
Segundo o professor Leandro Alcerito, do colégio Vértice de São Paulo, referindo-se ao filme, diz: "Conhecimento não é tudo. O protagonista é muito bom em matemática, mas em termos emocionais é uma criança de cinco anos. É muito legal perceber como a genialidade não é sinônimo de sucesso. Também é interessante mostrar o intelecto como uma forma de dar valor à sua vida, ao bem-estar. Ele é o típico aluno que pode decorar Shakespeare, mas nunca o sentiu."
Para o Professor de arte, filosofia e sociologia Zilton Salgado: "Perceber como o saber construído pode servir de metáfora, as resoluções dos problemas matemáticos são apresentadas como soluções para problemas da vida, o que às vezes podem ser aplicadas em sala de aula."
É o cinema em favor da educação; é o Uni Escolas Cinema cumprindo seu papel social em parceria com a Universidade do Estado do Pará, Professores e alunos, escolas e comunidades.
Parabéns aos amigos do Cine Pacamão, aos Professores Elielson Figueiredo, Damásia Nascimento, alunos e professores das escolas públicas, Coordenação do Campus universitário de Vigia!
terça-feira, 30 de abril de 2013
DOCUMENTÁRIO SOBRE MIGRAÇÃO E CIDADANIA É APRESENTADO NA UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA
'Cidadania às Avessas' é o título do documentário longametragem dirigido pelo Cineasta e doutorando em antropologia Darcel Andrade da Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal. O fime ilustra os conteúdos da disciplina Migrações Transnacionais, ministrada pela Professora e Pesquisadora Celeste Quintino, docente conceituada do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade.
Com data de lançamento a ser definida ainda neste semestre, a convite da Professora e Pesquisadora Sônia Frias, o filme foi apresentado, neste dia 30 de abril, à turma de antropologia da Universidade em aula aberta pelo Professor e realizador Darcel Andrade, para perceber as primeras impressões de uma platéia acadêmica e verificar como o filme pode ser abordado em sala de aula, seus conteúdos geradores e transversais.
No roteiro, o pesquisador ouviu vozes de atores sociais imigrantes de Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Angola, Índia, China, Judeus, bem como portugueses com tradições ciganas e de 'origens transnacionais'; pesquisadores de diversas áreas das ciências sociais e políticas também foram ouvidos e formaram um mosaico de conteúdos em contraponto, deixando o filme mais rico e ritmado em sua narrativa.
A produção é do Uni Escolas Cinema, Projeto de Educação Audiovisual do qual Darcel Andrade é diretor e idealizador, e que leva o cinema independente às salas de aulas das universidades, escolas e comunidades em sessões cineclubistas. Após a sessão, o interesse pelo assunto gerou conteúdos pela percepção e abordagens dos presentes, dando a entender que é possível trabalhar o cinema em sala de aula, com planejamento e debate dos assuntos pertinentes à disciplina em questão. Foto: Uni Escolas Cinema
terça-feira, 23 de abril de 2013
DOCUMENTARISTA E PESQUISADOR PEDRO MARCELINO ANUNCIA A PRODUÇÃO DE SEU FILME SOBRE A CULTURA CONTEMPORÂNEA NAS METRÓPOLES AFRICANAS
A turma de mestrado em Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas da Universidade Técnica de Lisboa recebe o Professor, Pesquisador e Documentarista Pedro Marcelino para uma aula aberta e lançamento de novo livro intitulado
'O Novo Paradigma Migratório dos Espaços de Trânsito Africanos'
O livro traz à tona o fenômeno da migração e as construções identitárias, dos ideários de desenvlvimento econômico e da própria formulação das politicas migratórias ainda em fase embrionária. O locus escolhido é o arquipélogo de Cabo Verde, apresentado como "um nódulo no sistema migratório global", segundo o autor. Após o epsódio de 11 de setembro, as ações de governo alteraram significativamente o controle das fronteiras europeias e norte-americanas, afetando as possibilidades migratórias dos caboverdeanos, objeto deste estudo.
Com base nessa experiência, o pesquisador confirma a este colega e pesquisador a produção de um documentário, já em desenvolvimento, sobre a cultura das metrópoles africanas, na oportunidade em que ele percorre vários países e amplia seus estudos nos espaços transnacionais daquele continente.
Durante sua exposição, estiveram presentes os Professores Maria João Militão, Marcio Freire e o pesquisador Darcel Andrade, todos do ISCSP.
Foto: Pedro F. Marcelino e Darcel Andrade para o Uni Escolas Cinema
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