quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As últimas do cinema

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SEDA discute Cinema e Educação

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.116688005100498.11759.112344722201493&type=1

Amigos,

Fui convidado para compor uma mesa de debate nesta última terça, dia 13 de setembro, na Semana do Audiovisual SEDA, no espaço Benedito Nunes da Livraria Saraiva em Belém, conforme nota abaixo. Apresentei-me como realizador audiovisual independente e professor coordenador executivo do projeto de extensão cineclubista Uni Escolas Cinema aprovado pela Universidade do Estado do Pará, Campus Vigia.

Na exposição, coloquei a possibilidade de articular o cinema e a educação em sala de aula ou fora dela, envolvendo escolas e comunidades do entorno, como práticas libertadoras de uma educação também libertadora. Na sequencia, sintetizei como o projeto Uni Escola... funciona no envolvimento Universidade, escolas e comunidades, com a participação de professores e alunos universitários e de escolas públicas, todos envolvidos em ações interdisciplinares.

Esclareci que isso é um processo que se está construindo na busca de interfaces para chegarmos em alguns caminhos metodológicos, repito, caminhos, trilhas, pistas para caminhar em comunhão com os conteúdos construídos coletivamente na produção de conhecimento.

Esclareci também, que a inserção da disciplina "Audiovisual Brasileiro; arte e expressão cinematográfica" no ensino fundamental e médio pode ser uma alternativa [não solução] para aquebrantar a estrutura dos currículos rígidos que a escola oferece na educação brasileira; uma vez criados os cursos de graduação em cinema nas universidades e IES, penso na necessidade de se ter um  canal para que o aluno, na escola, seja oportunizado de conhecer alguns conteúdos do cinema nacional, ainda que seja de forma bem elementar, como práxis e produção coletiva, de sociabilidade.

Sabemos que há discordância quanto ao modelo e formato [engessado] da estrutura de ensino, mas, enquanto não se descobre ou acontece outras frentes de intervenção de se colocar o cinema/filme nas escolas, ou seja, de fora pra dentro, podemos desconstruir esse paradigma segregador e acoplar nas correntes postas da educação uma atividade lúdica e libertadora.

Logo, aposto na aplicação de três versões: a primeira, que vai ao encontro da segunda, entender a célula chamada "escola" que possui uma estrutura curricular rígida e de reprodução de conhecimento, onde precisamos decodificar seu DNA como um vírus, entrar nela, e depois "contaminá-la" [no bom sentido], daí a disciplina; a segunda versão é a de se trabalhar a arte de fazer cinema envolvendo todas as linguagens artísticas que ele proporciona, estudar o audiovisual de maneira informal, com liberdade, articular as diversas manifestações na produção de conhecimento por fora desse sistema rígido de ensino, daí a inserção cineclubista; e a terceira versão é o diálogo entre as duas primeiras. Vejo isso como estratégia de políticas públicas. O Uni Escola Cinema acredita na segunda versão, mas não perde o foco de entender que, neste primeiro momento, todas as possibilidades são válidas.


No debate, contamos com a presença de professores, educadores, realizadores, estudantes universitários de diversas áreas do conhecimento, falamos da Pedagogia Libertadora e da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, como base para fundamentar a inserção do audiovisual na educação brasileira, pois o cinema é uma das várias formas de se produzir conhecimento de forma coletiva e compartilhada e pode muito contribuir e ajudar a educação da forma como ela está posta. Estudar e praticar cinema na escola não é formar artistas, mas formar cidadãos mais críticos, fazer diagnoses das problemáticas das comunidades do entorno, transformar em projetos sociais e devolver à sociedade possíveis alternativas de inclusão e participação.

A questão não é o filme em si, nem a escola em si, mas a educação que podemos conduzir/construir na interface dessas duas categorias.

Parabéns à turma da SEDA, o debate foi engrandecedor!


"Todo o ponto de vista é a vista de um ponto"
Boaventura de Souza Santos


p.s.Para conhecerem mais sobre o Uni Escolas Cinema, acesse postagem mês de agosto neste blog.


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segue nota da SEDA

Diário de Bordo - Cobertura Colaborativa #1



 Ontem, dia 13, aconteceu a primeira mesa de debates da SEDA Belém no espaço Benedito Nunes na Livraria Saraiva, composta por Darcel Andrade, Arthur Leandro e Josi Miranda. O tema discutido foi a importância do cinema para a educação dos jovens.
Darcel, produtor independente e cine-educador, iniciou o debate levantando a questão do projeto que consiste em incluir uma disciplina de audiovisual nas escolas, a fim de exercitar o olhar e a linguagem críticos. Já Arthur, professor de Artes da UFPA, alegou que inserir uma disciplina em uma instituição escolar seria um aprendizado muito “formal”, e que, na verdade, os artistas não precisam da escola para despertar o seu talento, mas sim correm atrás de seu descobrimento. Arthur discorda ainda dessa maneira imposta de descobrir o sentido das artes em nossas vidas, e defende: “eu acredito na educação, não na escola.”  



 Josi Miranda, estudante de cinema da UFPA que também compôs a mesa, comentou sobre suas expectativas positivas para o curso; porém criticou o fato que, por ser novo, ainda oferece pouco aos estudantes.
Após o debate, a mesa foi aberta para perguntas dos participantes presentes e dos que acompanhavam online.
Acompanhe a programação da SEDA Belém 2011 que acontece até sexta-feira, via Facebook (Seda Belém), Twitter (@sedabelem) no LivestreamRedecomtv

domingo, 11 de setembro de 2011


rios de S a b e r e s   começa com uma conversa entre os diretores, Salomão Hage e Darcel Andrade, em uma viagem para o município de Igarapé-Mirim a 2 horas de carro da capital paraense, com o objetivo de participar de um encontro de professores em educação do campo. Os dois professores e pesquisadores têm muitos assuntos sobre produção acadêmica, entre elas, uma pesquisa sobre Nucleação e Transporte Escolar no município de Curralinho, Marajó, quando Salomão anuncia ter muitas fotografias produzidas durante a pesquisa, e que deseja aproveitá-las de alguma forma. Dois outros professores também partilham da viagem e conversam paralelamente, todos envolvidos nos temas que mais lhes são convenientes, afinal, a viagem é longa e assunto não falta.
Darcel Andrade demonstra interesse em reunir esse material e construir um roteiro, e que isso pode render, quem sabe, um painel de memórias do Geperuaz, ou seja, do Grupo de Pesquisa em Educação Rural da Amazônia, este coordenado pelo Professor Salomão Hage, do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará – ICED/UFPA.
A semana segue, de posse das fotografias, Darcel confirma a qualidade das imagens produzidas e inseridas em monografia pelos pesquisadores Edel Moraes, Oscar Barros e Eduardo Campos, ao final do curso de Especialização no tema em foco. A questão agora é aproveitá-las.
 Dias depois, os diretores sentem necessidade de desenhar um roteiro que venha contemplar os objetivos de melhor divulgar as ações do Geperuaz e suas pesquisas, melhor ainda, de agregar valores junto às comunidades envolvidas e devolver a elas o que lá foi produzido. Sugem então a idéia de se fazer um documentário, sem perdem a alma do objeto acadêmico e sem deixar de fora a ludicidade criadora da obra audiovisual. Desafio posto.
Reuni-se então os pesquisadores para gravar o off  do texto/roteiro, baseado na pesquisa realizada por eles mesmos. A idéia é fazer suas vozes transitarem nas ilustrações das fotografias, com recortes de categorias elencadas do próprio texto. Professor Salomão também é convidado por Darcel Andrade a discorrer sobre a Coordenação da pesquisa e do Geperuaz. 
 As entrevistas de Edel Moraes e Eduardo Campos são gravadas à beira do lago Bolonha, na mata do Utinga, manancial que abastece a grande Belém; a de Salomão Hage é gravada à beira do rio Guamá, rio que contorna a Universidade Federal do Pará. É um trabalho de produção, exigindo deslocamento de equipamento e da equipe técnica, constituída apenas de dois profissionais, Darcel Andrade e Sávio Palheta, e mais os atores sociais já anunciados. Sávio Palheta é parceiro de Darcel Andrade nas fabulosas edições de seus filmes. 
Todas as vozes, agora, são mosaicos que se encaixam como moldura das imagens, transformadas em fotogramas. O filme ficou com o tempo de 62 minutos, um longa-metragem cadenciado no ritmo de um barco, como se transportasse alunos de escolas ribeirinhas à espera do tempo necessário para chegar à escola. O assunto é pertinente para quem discute nucleação e transporte escolar na Amazônia ribeirinha; interessante para quem busca uma educação de qualidade em seus municípios, cidades e comunidades; e necessário para quem trabalha com gestão educacional no norte brasileiro.
O espaço conquistado na XV Feira Pan-Amazônica do Livro em telona e som de qualidade no último dia 5 de setembro faz do filme um espectro de debate e instrumento catalisador de uma discussão que se inicia em todas as escolas e secretarias de educação do Marajó e, ampliando, para todo Estado do Pará e Amazônia, se interesse houver das instituições envolvidas, particularmente, as prefeituras.
Edel Moraes, Oscar Barros e Eduardo Campos estão prontos para somar à caravana e trajetória do  rio de S a b e r e s , juntamente com os diretores Darcel Andrade e Salomão Hage, que agora finalizam parcerias para a multiplicação de cópias e distribuição  do filme nas escolas e comunidades, por onde passar o ICED da UFPA. Estão convidadas as Secretarias de Estado de Educação e de Cultura, bem como as Prefeituras municipais.

Enquanto isso, o editor Sávio palheta ajusta o novo formato de apresentação do filme, com as novas vinhetas da antena-pará-brasil e Uni Escolas Cinema, produtoras do rio de S a b e r e s, junto com o Geperuaz e UFPa. Cartazes e banners estão sendo produzidos em forma de painéis, com as fotos, para montar uma espécie de vídeo-instalação nos locais de projeção e palestras.

Educação do Campo é tema do filme rios de S a b e r e s

http://educampoifpa.blogspot.com/2011_09_01_archive.htmlhttp://educampoifpa.blogspot.com/2011_09_01_archive.htmlhttp://educampoifpa.blogspot.com/2011_09_01_archive.htmlhttp://educampoifpa.blogspot.com/2011_09_01_archive.html

rios de S a b e r e s
por Darcel Andrade

rios de S a b e r e s   começa com uma conversa entre os diretores, Salomão Hage e Darcel Andrade, em uma viagem para o município de Igarapé-Mirim a 2 horas de carro da capital paraense, com o objetivo de participar de um encontro de professores em educação do campo. Os dois professores e pesquisadores têm muitos assuntos sobre produção acadêmica, entre elas, uma pesquisa sobre Nucleação e Transporte Escolar no município de Curralinho, Marajó, quando Salomão anuncia ter muitas fotografias produzidas durante a pesquisa, e que deseja aproveitá-las de alguma forma. Dois outros professores também partilham da viagem e conversam paralelamente, todos envolvidos nos temas que mais lhes são convenientes, afinal, a viagem é longa e assunto não falta.

Darcel Andrade demonstra interesse em reunir esse material e construir um roteiro, e que isso pode render, quem sabe, um painel de memórias do Geperuaz, ou seja, do Grupo de Pesquisa em Educação Rural da Amazônia, este coordenado pelo Professor Salomão Hage, do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará – ICED/UFPA.
A semana segue, de posse das fotografias, Darcel confirma a qualidade das imagens produzidas e inseridas em monografia pelos pesquisadores Edel Moraes, Oscar Barros e Eduardo Campos, ao final do curso de Especialização no tema em foco. A questão agora é aproveitá-las.

Dias depois, os diretores sentem necessidade de desenhar um roteiro que venha contemplar os objetivos de melhor divulgar as ações do Geperuaz e suas pesquisas, melhor ainda, de agregar valores junto às comunidades envolvidas e devolver a elas o que lá foi produzido. Sugem então a idéia de se fazer um documentário, sem perdem a alma do objeto acadêmico e sem deixar de fora a ludicidade criadora da obra audiovisual. Desafio posto.

Reuniram-se então os pesquisadores para gravar o off  do texto/roteiro, baseado na pesquisa realizada por eles mesmos. A idéia é fazer suas vozes transitarem nas ilustrações das fotografias, com recortes de categorias elencadas do próprio texto. Professor Salomão também é convidado por Darcel Andrade a discorrer sobre a Coordenação da pesquisa e do Geperuaz. 

As entrevistas de Edel Moraes e Eduardo Campos são gravadas à beira do lago Bolonha, na mata do Utinga, manancial que abastece a grande Belém; a de Salomão Hage é gravada à beira do rio Guamá, rio que contorna a Universidade Federal do Pará. É um trabalho de produção, exigindo deslocamento de equipamento e da equipe técnica, constituída apenas de dois profissionais, Darcel Andrade e Sávio Palheta, e mais os atores sociais já anunciados. Sávio Palheta é parceiro de Darcel Andrade nas fabulosas edições de seus filmes. 
Todas as vozes, agora, são mosaicos que se encaixam como moldura das imagens, transformadas em fotogramas. O filme ficou com o tempo de 62 minutos, um longa-metragem cadenciado no ritmo de um barco, como se transportasse alunos de escolas ribeirinhas à espera do tempo necessário para chegar à escola. O assunto é pertinente para quem discute nucleação e transporte escolar na Amazônia ribeirinha; interessante para quem busca uma educação de qualidade em seus municípios, cidades e comunidades; e necessário para quem trabalha com gestão educacional no norte brasileiro.

O espaço conquistado na XV Feira Pan-Amazônica do Livro em telona e som de qualidade no último dia 5 de setembro faz do filme um espectro de debate e instrumento catalisador de uma discussão que se inicia em todas as escolas e secretarias de educação do Marajó e, ampliando, para todo Estado do Pará e Amazônia, se interesse houver das instituições envolvidas, particularmente, as prefeituras.

Edel Moraes, Oscar Barros e Eduardo Campos estão prontos para somar à caravana e trajetória do  rio de S a b e r e s , juntamente com os diretores Darcel Andrade e Salomão Hage, que agora finalizam parcerias para a multiplicação de cópias e distribuição  do filme nas escolas e comunidades, por onde passar o ICED da UFPA. Estão convidadas as Secretarias de Estado de Educação e de Cultura, bem como as Prefeituras municipais.

Enquanto isso, o editor Sávio palheta ajusta o novo formato de apresentação do filme, com as novas vinhetas da antena-pará-brasil e Uni Escolas Cinema, produtoras do rio de S a b e r e s, junto com o Geperuaz e UFPa. Cartazes e banners estão sendo produzidos em forma de painéis, com as fotos, para montar uma espécie de vídeo-instalação nos locais de projeção e palestras.